Dar mais passos por dia pode fazer uma diferença significativa na saúde do coração, e não é preciso atingir os 10 mil passos diários para sentir os benefícios. Uma nova investigação científica concluiu que aumentar o número de passos e caminhar a um ritmo mais acelerado reduz de forma expressiva o risco de acidente vascular cerebral (AVC), enfarte e insuficiência cardíaca, sobretudo em pessoas com hipertensão.
Citado pelo site El Cronista, o estudo, publicado no European Journal of Preventive Cardiology, acompanhou mais de 32 mil participantes do Biobanco do Reino Unido durante quase oito anos. Os resultados mostram que cada 1000 passos adicionais por dia estão associados a uma redução de 17% no risco de problemas cardíacos em geral, 22% no risco de insuficiência cardíaca, 9% no risco de enfarte do miocárdio e 24% no risco de AVC.
Contrariando a ideia amplamente difundida dos 10 mil passos como meta obrigatória, os investigadores garantem que qualquer aumento na atividade física já traz benefícios. “Descobrimos que qualquer quantidade de atividade física é benéfica, mesmo abaixo do objetivo diário amplamente recomendado de 10.000 passos”, explicou Emmanuel Stamatakis, diretor do Centro de Investigação de Wearables Mackenzie, da Universidade de Sydney.
Mais do que a quantidade, a intensidade da caminhada revelou-se determinante. Os participantes que caminharam a um ritmo de cerca de 80 passos por minuto durante os 30 minutos mais intensos do dia apresentaram uma redução de 30% no risco de insuficiência cardíaca, enfarte e AVC.
Os resultados foram semelhantes num segundo grupo de cerca de 37 mil pessoas sem diagnóstico de hipertensão arterial. Neste grupo, cada 1000 passos adicionais traduziu-se numa redução de 20% no risco de problemas cardíacos, 23% na insuficiência cardíaca, 18% no enfarte e 25% no AVC.