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“Pode aumentar o risco de cancros hormonais”: especialista alerta para hábito comum no micro-ondas

Nunca aqueça isto no micro-ondas, alerta especialista

IOL
6 jan, 10:02
Micro-ondas
Micro-ondas
Fonte: freepick

A exposição diária a disruptores endócrinos, substâncias químicas que interferem com o sistema hormonal, está a aumentar e pode ter consequências graves para a saúde, incluindo um maior risco de cancros hormonodependentes. O alerta foi deixado pela especialista em oncologia, Diana Pessoa, durante uma entrevista no podcast A Nossa Voz.

“Nunca devemos aquecer comida numa caixa de plástico. Uma das coisas a que, infelizmente, estamos mais expostos hoje em dia são os disruptores endócrinos”, afirmou a especialista, sublinhando que muitos destes compostos estão presentes em objetos do quotidiano, como plásticos, latas de conserva, cosméticos e desodorizantes.

Um dos exemplos mais conhecidos é o bisfenol A (BPA), uma substância frequentemente utilizada no revestimento interior de latas e em certos tipos de plástico. “Chamam-se disruptores porque interrompem um equilíbrio e endócrinos porque afetam diretamente o nosso sistema hormonal”, explicou Diana Pessoa.

Segundo a oncologista,"nós temos estrogénio e progesterona, e estas hormonas precisam de estar em equilíbrio. Quando existe uma predominância estrogénica, aumenta o risco de cancros hormonais, como o da mama, do ovário ou do endométrio”, alertou.

A especialista destacou ainda que esta exposição acontece, muitas vezes, de forma silenciosa e prolongada. “Não é por comer atum em lata de vez em quando. O problema é a exposição crónica, repetida ao longo do tempo, sem que a pessoa se aperceba”, referiu.

O calor é um dos principais fatores que potenciam a libertação destes compostos. “Nunca se deve aquecer comida numa caixa de plástico. O ideal é retirar sempre a comida e aquecê-la num prato”, aconselhou, explicando que, no caso das latas, os alimentos são sujeitos a altas temperaturas antes de serem fechados hermeticamente.

Os dados reforçam a dimensão do problema. De acordo com estudos europeus citados por Diana Pessoa, 93% da população europeia apresenta BPA na urina. “Em Portugal, os testes mostram que esse valor chega aos 100%. Isto mostra que estamos todos expostos”, sublinhou.

Veja o vídeo aqui.

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