Chocolate negro
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Chocolate negro tem mais vantagens do que imagina: nutricionistas explicam porquê

IOL
24 abr., 12:43
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Eis o que dizem os especialistas

Sempre ouvimos dizer que comer chocolate negro é melhor do que optar pelos outros tipos de chocolate. Mas afinal, qual é o motivo por trás desta ideia e será que corresponde totalmente à realidade?

Apesar da sua imagem mais saudável face ao chocolate de leite e branco, o chocolate negro continua a ser um alimento calórico, rico em gordura e fácil de consumir em excesso. Citado pelo site Daily Mail, a nutricionista Hanieh Vidmar sublinha que esta ideia de “pode comer-se à vontade” é um equívoco comum. “Muitas pessoas pensam que, por ser chocolate negro, podem comer o quanto quiserem, mas não funciona assim”, refere.

A principal diferença entre os tipos de chocolate está na quantidade de cacau. O chocolate branco não contém sólidos de cacau, o de leite apresenta menor percentagem e mais açúcar, enquanto o chocolate negro tem maior concentração de cacau, o que lhe confere um sabor mais intenso e um perfil nutricional distinto.

Segundo os especialistas, esta maior percentagem de cacau é também responsável pela presença de compostos como os flavonoides, antioxidantes associados a potenciais benefícios para a saúde cardiovascular e cognitiva. Além disso, o chocolate negro contém minerais como magnésio, ferro, cobre e zinco, embora em quantidades que dependem do consumo e da percentagem de cacau.

Ainda assim, o produto mantém-se relativamente rico em gordura devido à manteiga de cacau, o que o torna energético. Por esse motivo, a moderação é essencial. “O tamanho da porção é muito importante”, sublinha Hanieh Vidmar, acrescentando que pequenas quantidades podem integrar uma alimentação equilibrada.

No que toca ao consumo diário, os especialistas apontam como referência cerca de 20 gramas, o equivalente a um ou dois quadrados de uma tablete. Acima disso, o prazer do consumo tende a diminuir e o impacto calórico aumenta.

Outro ponto destacado é a importância da percentagem de cacau. A partir dos 70%, o chocolate negro passa a ter menos açúcar e maior concentração de compostos benéficos, sendo esta a recomendação mais comum entre nutricionistas.

Apesar da sua popularidade como alternativa “mais saudável”, o chocolate negro não deve ser encarado como um alimento funcional por si só. Pode, no entanto, fazer parte de uma alimentação equilibrada, sobretudo quando consumido com moderação e combinado com alimentos como frutos secos ou frutos vermelhos, que aumentam o valor nutricional da refeição.

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