Enfarte Ataque Cardíaco AVC
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Médicos chamam a atenção para o colesterol alto não tratado e risco de enfarte

IOL
18 mai., 11:14
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Médicos fazem aviso importante sobre colesterol elevado

A adesão ao tratamento do colesterol elevado continua a ser um dos principais desafios na prevenção de doenças cardiovasculares, alertam especialistas. Apesar dos avanços na medicina e da crescente facilidade de diagnóstico, há ainda muitos doentes com níveis de colesterol muito elevados que recusam ou abandonam o tratamento, o que pode aumentar significativamente o risco de enfarte e outras complicações cardíacas.

Citado pelo site La Voz de Galacia, o cardiologista galego Sergio Raposeiras-Roubín sublinha que este é um problema recorrente na prática clínica, sobretudo porque os fatores de risco cardiovasculares, como o colesterol alto, não provocam sintomas imediatos. “Como não dói, há pessoas com níveis de colesterol altíssimos durante décadas que continuam sem se tratar”, explica o especialista.

Um dos principais entraves identificados pelos médicos é a desconfiança em relação a medicamentos como as estatinas, frequentemente associados a mitos e perceções negativas. Esta resistência contribui para que muitos doentes mantenham níveis de colesterol perigosamente elevados durante longos períodos, aumentando o risco de doença cardiovascular.

Outro desafio crescente prende-se com o envelhecimento da população. Em idades mais avançadas, a gestão clínica torna-se mais complexa, especialmente em doentes com mais de 80 ou 90 anos, nos quais a decisão de iniciar tratamentos preventivos exige uma avaliação cuidadosa entre benefícios e riscos.

Além disso, os especialistas destacam que a investigação em cardiologia está a evoluir de uma lógica de prevenção secundária, evitar novos eventos em quem já teve um enfarte, para uma abordagem de prevenção primária, com o objetivo de impedir que o primeiro evento cardiovascular aconteça.

No entanto, os médicos alertam que a investigação clínica enfrenta ainda várias barreiras, como a falta de tempo na prática hospitalar e os processos administrativos exigentes, fatores que dificultam a realização de estudos e a inovação na área.

Num contexto em que as doenças cardiovasculares continuam a ser uma das principais causas de morte, os profissionais de saúde defendem mais investimento na prevenção, maior literacia em saúde e estratégias que incentivem os doentes a aderirem aos tratamentos prescritos.

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