Cuidado com a comida no verão: há um perigo escondido que não deve ignorar. Pode ter consequências graves
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O calor aumenta o risco de intoxicações alimentares. A Ordem dos Médicos explica quais os alimentos mais perigosos, quem corre maior risco e quando deve procurar ajuda médica.
O cheiro é normal. O aspeto também. Mas isso não significa que a comida seja segura. No verão, basta uma refeição mal conservada para transformar um dia de praia, um churrasco entre amigos ou uma festa popular numa ida às urgências. Com as temperaturas elevadas, os alimentos deterioram-se mais rapidamente e o risco de intoxicação alimentar aumenta, mesmo quando não existem sinais evidentes de que algo está errado.
É precisamente esse o alerta lançado pelo Gabinete de Literacia em Saúde da Ordem dos Médicos, que lembra uma regra simples, mas essencial: a comida fria deve estar fria, a comida quente deve estar quente e os alimentos crus nunca devem entrar em contacto com os já cozinhados.
O calor multiplica o risco
Durante os meses mais quentes, os microrganismos que podem causar intoxicações alimentares multiplicam-se com maior facilidade quando os alimentos não são conservados nas temperaturas adequadas.
O resultado pode passar por sintomas como vómitos, diarreia, febre e desidratação, que, em alguns casos, obrigam mesmo a cuidados médicos.
Segundo a Ordem dos Médicos, a prevenção começa antes da primeira dentada. Se tiver dúvidas sobre a higiene do local, a conservação dos alimentos ou a forma como estão a ser manipulados, a recomendação é clara: não compre.
Os locais onde deve ter mais cuidado
Os especialistas alertam que existem situações típicas do verão onde é preciso redobrar a atenção, nomeadamente:
- Comida de rua;
- Festas populares;
- Feiras e mercados;
- Praia, piqueniques e churrascos;
- Sobras que ficaram demasiado tempo fora do frigorífico.
Nestes contextos, manter a cadeia de frio torna-se mais difícil e o risco de contaminação aumenta.
Os alimentos que inspiram mais cuidados
Nem todos os alimentos apresentam o mesmo risco. A Ordem dos Médicos destaca alguns que exigem cuidados redobrados:
- Lacticínios;
- Ovos e alimentos com maionese;
- Marisco;
- Frango e carne mal cozinhada;
- Arroz cozinhado deixado fora do frigorífico;
- Saladas já preparadas;
- Alimentos expostos ao sol durante muito tempo.
Cinco regras simples que podem evitar uma intoxicação alimentar
Para reduzir o risco, os médicos deixam recomendações básicas:
- Lavar bem as mãos antes de preparar ou consumir alimentos;
- Separar alimentos crus dos já cozinhados;
- Cozinhar bem carne, frango, ovos e marisco;
- Manter os alimentos frios devidamente refrigerados;
- Não deixar comida pronta durante horas à temperatura ambiente.
Quem corre mais riscos?
Embora qualquer pessoa possa sofrer uma intoxicação alimentar, existem grupos particularmente vulneráveis.
É o caso das crianças pequenas, grávidas, idosos, pessoas imunodeprimidas e doentes crónicos, que podem desidratar rapidamente e desenvolver complicações mais graves.
Quando deve procurar ajuda médica?
A Ordem dos Médicos recomenda procurar assistência médica se surgirem sinais de alarme como:
- Sangue nas fezes;
- Febre alta;
- Vómitos persistentes;
- Sinais de desidratação;
- Sonolência ou confusão;
- Diarreia intensa em crianças, idosos, grávidas ou pessoas mais frágeis.
Comer fora faz parte do verão, mas fazê-lo em segurança deve ser uma prioridade. E a regra mais importante continua a ser também a mais simples: se a comida não parecer bem conservada, se não estiver fria quando deve estar fria ou quente quando deve estar quente, mais vale não arriscar.