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Preparar para o que aí vem: Fazer isto a partir dos 45 anos reduz a probabilidade de demência em 45%

Nunca é tarde para começar: fazer isto a partir dos 45 anos pode diminuir quase para metade o risco de demência

IOL
19 jan, 10:07
Demência
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Com os casos de demência previstos aumentar de forma significativa nos próximos 25 anos, um novo estudo traz uma mensagem clara e otimista: nunca é tarde para agir e um hábito simples pode fazer toda a diferença.

Uma investigação conduzida pela Universidade de Boston concluiu que a prática regular de atividade física a partir dos 45 anos pode reduzir o risco de desenvolver demência em até 45%. O estudo analisou mais de 1.500 participantes do Framingham Heart Study, um dos projetos científicos mais longos do mundo, com mais de oito décadas de acompanhamento.

Citado pelo site New York Post, o estudo revelou que pessoas entre os 45 e os 64 anos que mantêm níveis elevados de atividade física apresentam uma redução significativa na probabilidade de desenvolver doenças neurodegenerativas. Mesmo em idades mais avançadas, os benefícios mantêm-se: entre os 65 e os 88 anos, o risco foi 41% menor.

Apesar de os investigadores não terem especificado os tipos de exercício praticados nem a intensidade, os resultados mostram que ser fisicamente ativo é consideravelmente mais benéfico do que levar uma vida sedentária. Caminhar, por exemplo, já faz a diferença: um estudo de 2022 revelou que dar cerca de 3.800 passos por dia reduz o risco de demência em 25%.

Outras atividades do quotidiano também contam. Andar de bicicleta, em vez de conduzir ou utilizar transportes públicos, foi associado a uma redução de 19% no risco de demência e de 22% no risco de Alzheimer.

Os especialistas explicam que o movimento regular ajuda o coração a bombear mais sangue para o cérebro, fornecendo oxigénio e nutrientes essenciais. Este processo melhora a função cerebral, reduz inflamações e diminui fatores de risco como a hipertensão e a diabetes. Há ainda indícios de que o exercício possa influenciar diretamente as placas associadas à destruição das células cerebrais.

A atividade física pode também ter um impacto direto na patologia das doenças neurodegenerativas”, sublinha Phillip Hwang, investigador principal do estudo e professor assistente de epidemiologia na Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston.

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