Um doente espanhol vai receber 90 mil euros de indemnização do sistema de saúde público da Galiza devido ao atraso na deteção de um cancro nos rins. O diagnóstico tardio teve como consequências a remoção do baço e de parte do pâncreas, provocando também sequelas físicas e problemas psicológicos, escreve o Diario de Madrid. A imprensa local refere que o homem foi tratado para uma doença psiquiátrica, em vez de ser acompanhado como doente oncológico, esclarece o jornal La Voz de Galicia.
O Tribunal Superior de Justiça da Galiza decidiu aumentar o valor da indemnização inicialmente fixado, de 64.466 euros, por entender que não cobria adequadamente os danos morais nem a “perda de oportunidade”, isto é, a possibilidade de ter tido um tratamento menos agressivo se o cancro tivesse sido detetado mais cedo, como a remoção apenas parcial do rim afetado, em vez da total.
Entre as consequências do atraso estão intolerâncias alimentares, problemas digestivos, uma hérnia depois da cirurgia e um transtorno de ansiedade e depressão provocado pela situação.
Quanto às cicatrizes, o tribunal destacou que a indemnização abrange apenas aquelas resultantes de cirurgias adicionais para corrigir complicações, e não a cicatriz normal da cirurgia ao rim, que teria ocorrido mesmo sem falha médica.