Dormir é um dos fatores essenciais da saúde, mas cada vez mais pessoas estão a reduzir as horas de descanso devido a hábitos como o uso prolongado de telemóveis, consumo de séries até tarde ou rotinas de trabalho exigentes. Especialistas alertam, no entanto, que dormir menos de 6 horas de forma contínua pode ter consequências significativas para o organismo.
Citado pelo site Money Control, o neurologista, Dr. Madhukar Bhardwaj, explica que a privação de sono prolongada pode afetar vários parâmetros do corpo, como a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue. O especialista explica ainda que o cérebro também sofre impactos, comprometendo funções essenciais como a memória, a concentração e o equilíbrio emocional. Em casos prolongados, a falta de sono pode até estar associada ao aumento de risco cardiovascular, especialmente em pessoas mais jovens expostas a elevados níveis de stress.
O pneumologista Dr. Sushrut Ganpule reforça que a necessidade de sono não diminui com a idade. Embora a qualidade do sono possa alterar-se ao longo da vida, a maioria dos adultos continua a precisar entre 7 a 8 horas por noite para um funcionamento adequado do organismo. Dormir menos do que isso de forma regular pode comprometer a recuperação física e mental.
Os especialistas sublinham ainda que a falta de sono tem impacto em vários sistemas do corpo. Entre os efeitos mais comuns estão o aumento da carga sobre o coração, o desequilíbrio dos níveis de açúcar no sangue, problemas digestivos e uma redução da eficácia do sistema imunitário. Em muitos casos, melhorar a qualidade do sono pode refletir-se em melhorias na tensão arterial e no controlo da glicemia.
Outro ponto destacado é a importância de diferenciar pequenos descansos durante o dia do sono noturno. Embora as sestas possam ajudar a aumentar a energia e a concentração, não substituem o sono da noite, considerado fundamental para processos de regeneração cerebral e equilíbrio hormonal.
Os profissionais de saúde reforçam que dormir bem não é apenas uma questão de bem-estar, mas uma necessidade vital. A privação de sono prolongada pode ter efeitos acumulativos e prejudiciais, tornando essencial a adoção de uma rotina de descanso consistente e adequada.