Manter uma memória jovem aos 80 anos pode parecer ‘impossível’. No entanto, existem pessoas que o conseguem. Cientistas da Universidade Northwestern, nos EUA, estudaram durante 25 anos indivíduos intitulados como “superagers” - idosos cuja capacidade cognitiva desafia as expectativas normais do envelhecimento.
Citado pelo site El Diario, o estudo acompanhou 290 participantes, dos quais 77 doaram o cérebro para investigação após a morte. Surpreendentemente, alguns deles tinham sinais típicos de Alzheimer, mas a memória e a capacidade de pensar continuavam intactas. Os investigadores explicam que isto pode dever-se a dois fatores: resistência, quando o cérebro nem sequer desenvolve os sinais da doença, e resiliência, quando os sinais existem, mas não afetam a memória.
Os cérebros destes superagers também mostram diferenças visíveis: algumas áreas importantes para tomar decisões, sentir emoções e manter motivação são mais fortes e espessas do que em pessoas mais jovens. Além disso, têm mais células relacionadas com comportamento social e memória, o que parece ajudá-los a manter a mente ativa.
Mas não é só a biologia que conta. O estudo mostra que o estilo de vida social tem um papel fundamental. A maioria dos superagers mantém uma vida social intensa, com muitas amizades e relações emocionais profundas. A interação com os outros pode ser uma das chaves para preservar a saúde do cérebro ao longo dos anos.
Para os investigadores, estudar os superagers ajuda a perceber como se pode proteger o cérebro e manter a memória saudável mesmo em idade avançada, abrindo caminho a estratégias que poderão prevenir doenças como Alzheimer ou demência no futuro.