Durante anos, o mel foi visto como uma alternativa “mais saudável” ao açúcar. Natural e frequentemente associado a benefícios para a saúde, tornou-se a escolha preferida de muitos consumidores. No entanto, especialistas e estudos científicos alertam: a diferença entre os dois pode ser menor do que se pensa.
O açúcar é composto quase na totalidade por sacarose, sem vitaminas ou minerais. Já o mel contém principalmente glucose e frutose, além de pequenas quantidades de água, antioxidantes, enzimas e micronutrientes. Citado pelo site Petit Chef, os especialistas sublinham que estes compostos existem em quantidades tão reduzidas que o impacto nutricional é praticamente irrelevante.
Em termos calóricos, o mel apresenta cerca de 304 kcal por 100 gramas, enquanto que o açúcar ronda as 387 kcal. Apesar desta diferença, os valores tornam-se pouco significativos nas quantidades normalmente utilizadas no dia a dia.
O mel ganhou também destaque pelos seus alegados benefícios. Entre eles, a presença de antioxidantes, algum efeito antibacteriano e a capacidade de aliviar a tosse em crianças com mais de um ano. No entanto, os investigadores reforçam que estes efeitos não transformam o mel num alimento terapêutico nem justificam o seu consumo excessivo.
Por outro lado, o mel continua a ser um açúcar livre e calórico. O seu índice glicémico é semelhante ao do açúcar, o que significa que ambos provocam aumentos comparáveis nos níveis de glicose no sangue. Para além disso, o consumo excessivo de qualquer um dos dois está associado a aumento de peso e risco de cáries.
Perante isto, os especialistas defendem que ambos devem ser consumidos com moderação, e a escolha deve depender sobretudo do contexto culinário e da preferência pessoal.