Idosos
Idosos

Neurocientista garante: “O melhor ginásio para o seu cérebro não são exercícios de memória, mas sim estar com amigos”

IOL
8 mai., 11:53
Mais 6 sugestões

“A maior mentira que nos venderam é que somos pessoas independentes”, diz

Numa entrevista publicada pelo jornal espanhol El Mundo, a psicóloga doutorada em neurociência Ana Asensio explica que as relações pessoais são absolutamente fundamentais para um cérebro saudável. Mais do que qualquer outra atividade, ter amigos ou familiares com quem se alimente relações de proximidade é garantia de uma cabeça saudável.

A autora do livro ‘The Brain Needs Hugs’ (o cérebro precisa de abraços, na tradução literal), explica que a Ciência demonstra que “a rejeição social aumenta a morte prematura em 50% e mata mais do que hábitos nocivos como obesidade, estilo de vida sedentário ou fumar”.

A especialista refere ainda um estudo da Universidade de Harvard, que refere que o maior preditor de qualidade de vida, saúde, longevidade e sentimento subjetivo de felicidade não passa pelo sucesso, beleza ou dinheiro: “é a qualidade dos seus relacionamentos”, responde.

“Existem quatro pilares principais para a saúde humana: alimentação, sono, exercícios físicos e vínculos”, explica. “Não há prazer mais profundo para o ser humano do que sentir que pertence, que é reconhecido, que é amado. Na pirâmide do desenvolvimento humano, o sentimento de pertença, segurança e reconhecimento estão na base das necessidades, logo após as básicas: comer, dormir e ser cuidado fisicamente”, esclarece.

“A maior mentira que nos venderam é que somos pessoas independentes. Sou autónomo para conduzir, sou autónomo para comer quando sou adulto, mas sou interdependente: não posso viver ou existir se não houver outro”, garante a neurocientista.

Na mesma entrevista ao El Mundo, é clara: “O melhor ginásio para o seu cérebro não é um treino de memória, mas sim estar com amigos. Uma conversa interessante. Uma leitura, um livro”. Além disso, avisa, discutir de forma intensa, com exaltação, “ativa áreas de dor no cérebro e no cérebro do outro. As pessoas acham que isso é uma forma de descomprimirem, mas é mentira: o corpo sofre quimicamente, no nível neuroendócrino, nos órgãos, no cérebro”.

 

Navegue sem anúncios em todos os nossos sites e receba benefícios exclusivos!
TORNE-SE PREMIUM
RELACIONADOS