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“Pode ter um efeito devastador”: doença silenciosa afeta muitas mulheres que sofrem desnecessariamente

Conheça os sintomas de uma condição que atinge uma em cada 30 mulheres e é desconhecida de médicos e população

IOL
19 jan, 10:08
Mulher de costas
Mulher de costas
Foto: freepik

Chama-se Líquen Escleroso Vulvar e trata-se de uma doença dermatológica crónica que, apesar de relativamente frequente, continua largamente desconhecida entre profissionais de saúde e a população em geral, como se pode ler num comunicado do Instituto dedicado exclusivamente a esta condição.

Em Portugal, estima-se que afete cerca de 1 em cada 30 mulheres, um número que espelha não apenas a sua prevalência, mas também o impacto profundo na qualidade de vida das pacientes.

O líquen escleroso vulvar manifesta-se através dos seguintes sintomas:

  • Prurido intenso
  • Dor
  • Pele esbranquiçada e fina

Desconforto genital, que em fases avançadas pode levar a alterações anatómicas significativas e dor durante as relações sexuais.

Um dos maiores desafios associados a esta condição é o atraso no diagnóstico. Devido à sua apresentação variada e muitas vezes confundida com outras patologias vulvares, como candidíase ou atrofia menopausal, o diagnóstico pode demorar até 15 anos, durante os quais muitas mulheres sofrem desnecessariamente com sintomas evitáveis e complicações progressivas, pode ler-se no mesmo comunicado.

O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar os resultados terapêuticos e a qualidade de vida das pacientes, uma vez que os tratamentos disponíveis, nomeadamente corticosteroides tópicos potentes e cuidados de manutenção, podem controlar a progressão da doença e aliviar os sintomas.

“O líquen escleroso vulvar é uma condição crónica que pode ter um efeito devastador na vida de quem o vive, física e psicologicamente. A falta de reconhecimento por parte de muitos profissionais de saúde contribui para atrasos diagnósticos inaceitáveis. A nossa missão, especialmente neste Dia Mundial, é aumentar a consciencialização e incentivar conversas abertas e sem tabus entre as mulheres e os seus médicos”, refere Mónica Gomes Ferreira, ginecologista e diretora clínica no ILIVE (Instituto do Líquen Vulvar Escleroso) by MS Medical Institutes.

 

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