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A Otitest é uma start-up de Braga, que nasceu na Universidade do Porto, e que desenvolveu um dispositivo médico para diagnóstico rápido de otites, com potencial para reduzir as idas às urgências pediátricas e o recurso desnecessário a antibióticos entre as crianças.
O dispositivo, um otoscópio digital pediátrico fácil de usar em casa e que se assemelha a um termómetro auricular, utiliza tecnologia avançada de luz, fibra ótica e Inteligência Artificial para avaliar a cor do tímpano, a presença de fluidos e a temperatura corporal.
Em apenas 10 segundos, fornece um resultado imediato e quantificado, com um nível de eficácia a rondar os 90%, permitindo assim uma gestão precoce e segura da Otite Média Aguda (AOM).
Segundo Raul Almeida, CEO e cofundador da Otitest, “o nosso conceito é muito focado em triagem inteligente. Queremos melhorar a vida dos pais, dar tranquilidade e uma reposta rápida sem terem que recorrer às urgências. Não estamos a substituir uma avaliação médica, mas acreditamos que é possível tirar esse peso dos serviços de urgência, que ocupam muito tempo e recursos com este tipo de triagem”.
Após um ano de ensaios clínicos realizados em hospitais públicos — nomeadamente em Braga e em Guimarães —, a tecnologia da Otitest atingiu resultados alinhados com o nível de precisão exigido pelos reguladores e que se equiparam ao diagnóstico clínico tradicional. A testagem vai agora alargar-se ao setor privado, com um novo piloto no Hospital da Luz, em Lisboa. Para diversificar a base de dados, estão planeados também ensaios adicionais em São Tomé e Príncipe e no Childrenʼs Hospital, Washington, EUA.
Esta inovação já está numa fase avançada do seu percurso, estando focada na obtenção das aprovações regulatórias da marcação CE e da norte-americana FDA (Food and Drug Administration) para chegar ao mercado no início de 2027. A tecnologia já está patenteada na União Europeia e nos Estados Unidos.
Na sequência desta inovação, a Otitest acaba de receber financiamento da Angels Way, um fundo de investidores gerido pela Ow Ventures.
Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders