Há quem não passe sem ovos ao pequeno-almoço, quem os evite por receio do colesterol e quem simplesmente não saiba ao certo qual é a quantidade “segura”. A verdade é que este alimento continua a gerar dúvidas, mas a ciência já tem uma resposta mais clara.
Citado pelo site El Cronista, de acordo com especialistas da Universidade de Harvard, o consumo de ovos pode fazer parte de uma alimentação equilibrada sem representar riscos para a maioria das pessoas. O ponto-chave está na quantidade e no contexto da dieta no geral.
Segundo um dos especialistas, uma pessoa saudável pode comer até sete ovos por semana, o equivalente a cerca de um por dia, sem impacto negativo na saúde cardiovascular, desde que não existam doenças associadas.
Nutricionalmente, o ovo destaca-se pela sua riqueza em proteínas de elevada qualidade e por nutrientes importantes como a colina, essencial para o sistema nervoso, e a luteína, ligada à proteção da visão. É também um alimento prático, acessível e bastante versátil.
Ainda assim, os especialistas alertam que o consumo deve ser ajustado em alguns casos, sobretudo em pessoas com diabetes ou problemas cardíacos, onde o excesso pode não ser aconselhado. Nestes casos, é essencial equilibrar a alimentação com fibra, legumes e gorduras saudáveis.
Para um consumo mais seguro, recomenda-se guardar os ovos no frigorífico, evitar cascas danificadas, cozinhá-los bem e não os ingerir crus. Quando cozidos, devem ser consumidos no prazo de até quatro dias.
Integrados numa alimentação equilibrada, os ovos podem trazer vários benefícios, desde a prevenção da anemia até ao reforço do sistema imunitário e da saúde cerebral.