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Estes dois fatores ao nascer podem resultar num QI mais baixo na idade adulta, conclui o estudo

IOL
23 abr., 12:17
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Estudo identifica dois fatores ao nascimento que podem estar associados a menor QI

Dois fatores ligados ao nascimento podem ter impacto no desenvolvimento cognitivo e no desempenho escolar ao longo da vida, segundo um conjunto de investigações científicas citadas pela Newsweek. As conclusões apontam para uma ligação entre o nascimento prematuro e o baixo peso à nascença e resultados inferiores em testes de inteligência e na trajetória educativa.

De acordo com a informação avançada pela publicação, bebés nascidos antes das 37 semanas de gestação, considerados prematuros, apresentam um risco mais elevado de enfrentar dificuldades na aprendizagem e no desenvolvimento cognitivo. O mesmo se verifica em casos de baixo peso à nascença, definido como inferior a cerca de 2,5 kg.

O estudo, baseado numa revisão alargada de investigações anteriores, indica que estes fatores podem estar associados a uma diferença média de cerca de 10 pontos no QI, quando comparados com crianças nascidas a termo e com peso considerado saudável. As diferenças foram observadas em áreas como leitura, matemática e ortografia, com maior probabilidade de necessidade de apoio educativo especializado.

A análise também refere que, apesar dos avanços médicos terem aumentado significativamente a sobrevivência de bebés prematuros, alguns impactos do nascimento precoce podem prolongar-se para além da infância. Ainda assim, os efeitos tendem a ser mais evidentes nos primeiros anos de vida e podem atenuar-se durante a adolescência, embora não desapareçam por completo.

A Newsweek cita ainda dados de entidades de saúde dos Estados Unidos que indicam que o nascimento prematuro continua a ser relativamente comum, representando mais de 10% dos nascimentos. Em casos mais graves, especialmente em bebés nascidos antes das 32 semanas, podem surgir complicações como dificuldades respiratórias, atrasos no desenvolvimento, paralisia cerebral e problemas de visão ou audição.

Os investigadores sublinham a importância da deteção precoce de crianças em risco e da implementação de apoio médico e educativo continuado, de forma a melhorar os resultados a longo prazo e reduzir o impacto destas condições no desenvolvimento.

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