Além do impacto físico e emocional, o diagnóstico de uma doença grave vem, muitas vezes, acompanhado de um esforço financeiro acrescido. Para garantir a sua proteção e a estabilidade financeira num momento tão delicado, a contratação de um seguro para doenças graves pode ser uma solução a equacionar.
Mas as opções disponíveis no mercado diferem bastante entre si. Por isso, antes de avançar com a contratação do seguro, deve tentar perceber qual a que melhor responde às suas necessidades. Veja 7 pontos fundamentais a ter em consideração:
1. Prefere o pagamento de despesas médicas ou receber um capital único para usar livremente?
Os seguros para doenças graves não funcionam todos da mesma forma. Um seguro de saúde com este complemento paga tratamentos, consultas, exames, cirurgias, etc. Já um seguro de vida com a cobertura de doenças graves paga um capital único após o diagnóstico, que pode utilizar como entender. Além disso, há ainda soluções que combinam ambas as modalidades.
2. Lista de doenças varia consoante a seguradora
Embora, na maioria dos casos, as apólices cubram alguns tipos de cancro, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e enfartes, as patologias cobertas podem variar significativamente entre seguradoras. Não deixe de verificar a lista de doenças incluídas na apólice.
3. Muita atenção às exclusões
É uma das partes mais críticas da análise de qualquer tipo de apólice: verificar que situações (neste caso, que patologias) estão excluídas do seguro. Doenças preexistentes, certos tipos de tumores ou complicações associadas a determinadas patologias podem não estar cobertos.
4. Período de carência: A partir de quando está efetivamente protegido?
Existe frequentemente um período inicial durante o qual o seguro não pode ser acionado. Informe-se bem sobre a data efetiva do início da cobertura.
5. O capital seguro e as comparticipações são suficientes?
Se optar por um seguro de vida com a cobertura de doenças graves, deve verificar se o montante que será pago em caso de diagnóstico será suficiente para fazer face às despesas que antecipa e a uma eventual perda de rendimentos. Já nos seguros que preveem a comparticipação de despesas médicas, analise os plafonds e limites de reembolso.
6. O que acontece depois de acionar o seguro
Após o primeiro sinistro, o contrato termina ou mantém a cobertura para outras doenças? Dependendo da apólice, pode cessar logo que seja acionada e o pagamento, efetuado, ou prever o pagamento de uma percentagem da indemnização por cada doença coberta.
7. Idade máxima de subscrição e permanência no seguro
Em muitos casos, a idade máxima para subscrição deste tipo de seguro não vai além da idade da reforma. Além de se informar sobre este aspeto, não se esqueça de verificar a idade limite para permanência no seguro.
Estas e outras questões devem ser minuciosamente verificadas antes de contratar a cobertura de doenças graves. Mais do que o seguro mais barato, certifique-se de que opta por aquele que faz mais sentido para a sua situação particular.