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Sol da primavera “queima mesmo sem dar por isso”: dermatologista deixa alerta para os próximos dias

IOL
14 mai., 16:54
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Tenha atenção a isto, alerta dermatologista

Com os próximos dias a trazerem mais sol, temperaturas a subir e os primeiros convites para idas à praia e tardes na esplanada, a exposição solar vai voltar a fazer parte da rotina de muitos portugueses. No entanto, apesar de muitos associarem a primavera a uma exposição solar mais leve e segura, a verdade é que o sol desta estação pode ser mais enganador do que parece.

O alerta é deixado pela dermatologista Ana Molina, que sublinha que a radiação solar nesta altura do ano “queima e não é inofensiva”, mesmo quando as temperaturas ainda não são de verão.

Em declarações ao site El Economista, a dermatologista explica que com os dias mais longos e o regresso das esplanadas e atividades ao ar livre, aumenta também a exposição solar diária, muitas vezes sem proteção adequada. Segundo a especialista, este hábito pode ter consequências visíveis na pele, mesmo sem queimaduras evidentes.

Um dos exemplos mais comuns é a mancha que surge no lábio superior e que está associada ao melasma, uma condição de hiperpigmentação da pele.

A dermatologista explica que, ao contrário do que muitos pensam, não é preciso apanhar queimaduras solares para que a pele seja afetada. A exposição constante e acumulada, em passeios, no carro ou em momentos de lazer ao ar livre, é suficiente para desencadear alterações pigmentares.

“O sol de primavera pode parecer mais suave, mas a pele acumula radiação mesmo quando não há sinais imediatos”, alerta a especialista.

O melasma, uma das consequências mais frequentes, manifesta-se através de manchas irregulares no rosto, sobretudo no lábio superior, maçãs do rosto, mas também pode surgir no pescoço, peito e ombros. Apesar de ser uma condição benigna, pode ter impacto estético significativo.

Para prevenir e evitar o agravamento da situação, a dermatologista reforça a importância da proteção solar diária, mesmo fora do verão. Para além disso, destaca o uso de ativos despigmentantes como ácido azelaico, niacinamida e tiamidol, que podem ajudar a suavizar as manchas.

Em alguns casos, podem ainda ser recomendados tratamentos complementares como retinoides, peelings ou laser, sempre com acompanhamento médico.

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