Dormir bem envolve mais do que se deitar cedo ou cumprir um número específico de horas. Um estudo recente destaca a regularidade como fator essencial: acordar à mesma hora todos os dias, incluindo fins de semana, pode ser uma das medidas mais eficazes para melhorar a qualidade do sono e estabilizar o organismo.
Citado pelo site La Vanguardia, segundo a dermatologista e especialista em sono Helen Burgess, a hora de acordar funciona como uma referência para o relógio interno do corpo, o que regula processos como a secreção hormonal, a temperatura corporal e o nível de alerta ao longo do dia.
Quando a pessoa acorda sempre à mesma hora e recebe luz natural de manhã, o cérebro interpreta essa rotina como um padrão estável. Por outro lado, alterações significativas entre os dias de semana e os fins de semana podem provocar aquela sensação de “jet lag de segunda-feira”, mesmo sem ter viajado.
O estudo confirma que irregularidades nos horários de sono associam-se a uma saúde mental pior, metabólica, cardiovascular e cognitiva, incluindo maior risco de depressão, menor bem-estar geral e alterações na sensibilidade à insulina.
Os especialistas recomendam que, mesmo que se tenha dormido pouco durante a semana, não se deve compensar a ficar na cama até muito tarde no fim de semana. O ideal é manter horários consistentes e, se necessário, ajustar gradualmente a hora de acordar, reforçando a rotina com exposição à luz natural logo pela manhã.
Para além disso, a luz matinal ajuda a sincronizar o sistema circadiano, orientando o corpo sobre quando ativar-se e quando preparar-se para dormir. Pequenas alterações de horário podem desorganizar este relógio interno, afetando a qualidade do sono e o bem-estar geral.