Há um hábito comum entre os moradores de prédios em Portugal que pode parecer inofensivo, mas que pode dificultar uma eventual saída de emergência: deixar objetos nos halls e patamares das escadas.
Quem chama a atenção para o problema é Carla Espírito Santo, especialista em administração de condomínios há mais de 20 anos. Num vídeo publicado na sua conta de Instagram, mostra um patamar completamente livre de objetos e explica por que razão esse deve ser o cenário habitual nos edifícios.
“Se eu tivesse em casa e tivesse de sair a correr para as escadas, não tinha nenhum obstáculo que me impedisse o acesso e que me impedisse a via de fuga”, explica.
Sapatos, sacos do lixo e bolas ficam no caminho
Em muitos prédios, é frequente encontrar alguns objetos deixados à porta das habitações ou nas zonas comuns: sapatos, sacos do lixo, brinquedos ou bolas são alguns exemplos.
Para Carla Espírito Santo, estes espaços devem, pelo contrário, permanecer livres e desimpedidos.
“Os halls e os patamares têm de estar livres e desimpedidos de bens próprios que possam ser um obstáculo em caso de fuga ou em caso de necessidade de acesso por pessoas, até de mobilidade reduzida”, alerta.
A questão não se prende apenas com uma situação de emergência. Um patamar com objetos espalhados também pode dificultar a circulação de pessoas, sobretudo de quem tenha mobilidade reduzida.
“A segurança tem de estar sempre primeiro”
A especialista deixa, por isso, um apelo aos moradores dos condomínios: evitar utilizar as zonas comuns como espaço para deixar objetos pessoais.
“Senhores condóminos, percam o vício de deixar sapatos, sacos de lixo e bolas espalhadas pelos vossos patamares”, pede.
E deixa uma regra simples que deve ser tida em conta por todos os residentes: “Pensem: a segurança tem de estar sempre primeiro.”