Carro | Conduzir | Automóvel Foto Pexels
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Seguro automóvel: Que níveis de proteção existem e o que influencia o preço?

Doutor Finanças
5 set., 10:00
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Nem todos os seguros têm o mesmo nível de proteção e nem todas as pessoas pagam o mesmo por seguros iguais.

Ter um seguro automóvel de responsabilidade civil é obrigatório para todos os veículos que circulam na via pública ou que podem circular legalmente.

Não ter esta proteção pode levar a multas entre os 500 e os 2.500 euros e à perda de pontos na carta. Mas não só, uma vez que a inibição de conduzir ou a apreensão do veículo também estão previstas.

Além disso, quem não tiver seguro e for considerado responsável por um acidente terá de suportar os custos de reparação do outro veículo.

Saiba que níveis de proteção pode encontrar num seguro e quais os principais fatores que influenciam o preço.

Responsabilidade civil é o nível mínimo obrigatório

Todos os seguros automóveis incluem uma cobertura de responsabilidade civil. Trata-se da proteção mínima exigida por lei e garante o pagamento de indemnizações por danos causados a terceiros em consequência de um acidente.

Esta cobertura deve ter um capital mínimo de 7.750.000 euros, repartido entre 6.450.000 euros para danos corporais e 1.300.000 euros para danos materiais.

Coberturas adicionais podem proteger o condutor e os ocupantes

É frequente as seguradoras disponibilizarem um conjunto de coberturas que aumentam o nível de proteção e que vão além da exigência obrigatória de responsabilidade civil.

Entre estas coberturas encontram-se a quebra isolada de vidros, a assistência em viagem, a proteção jurídica, a proteção do condutor e ocupantes, e o veículo de substituição.

Danos próprios cobrem os danos do próprio veículo

Quem pretende proteger também o próprio automóvel pode optar por um seguro com coberturas de danos próprios.

Neste caso, a seguradora pode assumir os custos de reparação ou indemnizar o proprietário em determinadas situações, mesmo quando este é responsável pelo acidente.

As coberturas de danos próprios podem incluir proteção perante situações como:

·       Choque, colisão e capotamento;

·       Furto ou roubo;

·       Fenómenos da natureza;

·       Atos de vandalismo;

·       Incêndio, raio ou explosão.

Por esse motivo, estas soluções costumam ser escolhidas para veículos mais recentes ou com um valor comercial mais elevado.

Seguros iguais, preços diferentes: O que influencia o valor do seguro?

Duas pessoas diferentes podem ter seguros iguais e, ainda assim, pagarem preços bem distintos. Isto porque o valor depende sempre da avaliação do risco feita pela seguradora.

Essa avaliação é influenciada por variáveis como:

·       Características do veículo: marca, modelo, idade, valor comercial, potência e custo estimado de reparação;

·       Idade e experiência do condutor: condutores mais jovens ou com menos anos de carta podem pagar prémios mais elevados;

·       Morada: uma zona com maior tráfego, maior exposição ao risco ou maior frequência de sinistros pode refletir-se no prémio;

·       Histórico de acidentes: um condutor com vários sinistros registados representa um maior risco para a seguradora e, por isso, poderá pagar mais;

·       Histórico de seguro: ter um histórico de seguro mais longo pode ajudar a demonstrar experiência enquanto tomador do seguro;

·       Coberturas e capitais contratados: quanto mais abrangente for a proteção, mais caro é o seguro;

·       Forma de pagamento: optar pelo pagamento anual é mais barato do que pagar mensalmente, trimestralmente ou semestralmente.

Por exemplo, para níveis de proteção e veículos semelhantes, viver em Fátima e ter carta desde 2013 é bem diferente de viver na Amadora e ter carta desde 2023.

No primeiro caso, o seguro pode custar 819,92 euros por ano. No segundo, fica em 1.006,72 euros.

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