Facebook Instagram

Dorme tarde? Saiba que isso torna-o menos feliz no dia seguinte

Dormir mais tarde do que deveria pode diminuir a sua felicidade no dia seguinte, mesmo que perca apenas uma hora de sono, diz um novo estudo.

Link To Leaders
29 dez 2023, 15:29
Dormir mal
Dormir mal
Procure ter boas noites de sono, porque assim garantirá uma boa regeneração das células, inclusive daquelas que irão gerar o equilíbrio fisiológico e que são muito importantes para o emagrecimento.

@iStock

Uma revisão científica, que abrangeu 50 anos de pesquisa, mostrou que dormir menos do que o habitual, independentemente do número de horas, faz com que as pessoas se sintam menos positivas e felizes durante o dia.

A revisão, que analisou 154 investigações que envolveram mais de 5 mil pessoas entre os sete e os 79 anos de idade, descobriu ainda que a restrição do sono leva as pessoas a perderem sentimentos positivos, como a felicidade ou o entusiasmo. A perda de sono também foi associada a um maior risco de ansiedade e depressão, embora este efeito tenha sido menor.

“Estes resultados são importantes porque as pessoas que se sentem menos positivas gostam menos de coisas como ver amigos, ir a eventos emocionantes ou ver o seu programa de televisão favorito, o que as coloca com maior risco de depressão. Elas normalmente estão menos motivadas para socializar, por isso correm maior risco de isolamento e solidão”, afirma Jo Bower, professor de psicologia da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, que liderou o estudo, citado pela Time.

Ainda de acordo com o investigador, “na nossa sociedade, em grande parte privada de sono, as pessoas muitas vezes ficam acordadas até tarde e não queremos que tenham medo de o fazer, mas esta análise sugere que menos sono tem efeito no humor”.

O estudo analisou ainda os efeitos de dormir menos do que o normal e de acordar durante a noite. Neste último caso, não foi identificado um aumento significativo de emoções negativas – ao contrário dos outros dois tipos de perda de sono.

Em algumas análises, os participantes permaneceram acordados durante um longo período de tempo. Em outras, tiveram permissão para dormir menos do que o normal e, noutras situações, foram acordados periodicamente durante a noite. Os investigadores mostraram às pessoas imagens perturbadoras, como uma cobra ou alguém a apontar uma arma, ou pediram-lhes para realizar tarefas stressantes, como aritmética mental.

As pessoas que dormiram menos reagiram de forma menos efusiva e negativa, sugerindo que se importavam menos. Surpreendentemente, a falta de sono e menos sono estavam ambos ligados a uma maior redução nas emoções positivas do que a um aumento dos sentimentos negativos, como tristeza ou preocupação.

“Isso pode ocorrer porque a privação de sono faz com que o corpo liberte quantidades maiores da hormona do stress, o cortisol, que ativa uma resposta de luta ou fuga no sistema nervoso. Esta resposta leva a sintomas físicos de ansiedade, incluindo respiração rápida e aumento da frequência cardíaca”, explicam os investigadores.

Além disso, não dormir o suficiente altera a quantidade de serotonina produzida pelo cérebro, que regula o humor. A falta de serotonina pode resultar em sentimentos de depressão, incluindo baixa felicidade e diminuição da autoestima.

Outros artigos:

Lacunas de talento são obstáculos para as empresas, revela BCG

Diversidade, equidade e inclusão… como será em 2024? WEF responde.

No geral, os pesquisadores descobriram que todos os três tipos de perda de sono resultaram em menos emoções positivas, como alegria, felicidade e contentamento entre os participantes, bem como num aumento dos sintomas de ansiedade, como batimentos cardíacos acelerados e uma maior preocupação.

No entanto, os investigadores apontam limitações ao estudo, nomeadamente o facto de a maioria dos participantes serem adultos jovens – a idade média era de 23 anos. Por isso, sugerem a realização de novas pesquisas e incluir uma amostra etária mais diversificada para entender melhor como a privação de sono afeta pessoas em diferentes idades.

Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders

RELACIONADOS
Mais Lidas