A empresa norte-americana Scribe criou uma extensão de navegador para instalar nos computadores dos funcionários e gravar os ecrãs e o trabalho que estão a fazer. O objetivo, assegura a empresa, é treinar a inteligência artificial. LinkedIn, HubSpot e T-Mobile são alguns dos seus clientes.
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Ajudar as empresas a descobrirem qual a melhor forma de automatizar o trabalho recorrendo à inteligência artificial foi a motivação da Scribe, uma start-up de São Francisco (EUA) criada em 2019, ao criar um software que regista o que os colaboradores fazem para que, no futuro, agentes de inteligência artificial (IA) assumam as tarefas repetitivas.
O facto de muitas empresas terem um conhecimento limitado do trabalho real dos funcionários, como, por exemplo, fato de estes passarem horas em operações de copiar e colar entre diferentes aplicações, abriu uma janela de oportunidade para implementar uma forma de tornar os processos e o uso das ferramentas mais eficientes.
Foi assim que a Scribe desenhou uma extensão para navegadores que se instala nos laptops dos funcionários, gravando os ecrãs e observando-os trabalhar. Desta forma, o seu software de IA fornece às empresas um conjunto de informações sobre todas as etapas que estão envolvidas nas tarefas mais rotineiras dos funcionários e, automaticamente, gerar guias e tutoriais que explicam, passo a passo, a forma como as diferentes equipas trabalham, com capturas de ecrã anotadas e instruções de cliques.
Através deste processo, os agentes de IA aprendem como as pessoas trabalham, o que podem fazer e que ferramentas podem usar para executar, por sua conta, as diferentes tarefas.
A empresa oferece dois produtos, o Scribe Capture, que regista fluxos de trabalho transformando-os em guias, e o Scribe Optimize que analisa todos esses dados para encontrar as ineficiências que podem ser melhoradas.
Atualmente, e de acordo com os dados disponibilizados publicamente pela Scribe, cerca de 80 mil clientes, entre os quais LinkedIn, HubSpot e T-Mobile, já usam os seus guias para treinar novos funcionários nos fluxos de trabalho complexos e centrarem-se nas ineficiências, o que acaba por ajudar a economizar tempo e dinheiro.
Globalmente, já são mais de 6 milhões os funcionários que têm esta solução da Scribe instalada nos computadores. De acordo com o contrato definido, as empresas podem pagar uma assinatura que pode começar nos 20 dólares ou chegar a vários dígitos.
Também existe uma versão gratuita, que apenas captura o trabalho que as pessoas fazem num navegador, usada por cerca de 600 mil organizações.
Construídos sobre os sistemas da OpenAI, Anthropic e do Google, os modelos de IA da Scribe registaram e analisaram 15 milhões de fluxos de trabalho diferentes (por exemplo, a integração de novos contratados, gestão de chamadas ou atendimento a clientes) e observaram como as pessoas trabalham em 40 mil aplicações de negócios.
Os clientes da Scribe insistem que o software não serve para vigiar os profissionais, mas sim descobrir o que pode ser melhorado.
Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders