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Quase metade dos trabalhadores portugueses admitem mudar de emprego este ano

Link To Leaders
22 mar. 2025, 09:00
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Insatisfação com os rendimentos e necessidade de melhorar equilíbrio entre a vida pessoal e profissional estão a deixar portugueses abertos a mudar de emprego, mostra nova estudo

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46% dos colaboradores nacionais está à procura de novas oportunidades profissionais ou considera mudar de emprego nos próximos 12 meses. Globalmente, esta percentagem é superior, alcançando 60%, evidenciando um mercado de trabalho altamente volátil e competitivo. A conclusão é do Employee Sentiment Study 2025, um estudo da Aon, que fornece insights sobre o que os colaboradores valorizam no mercado de trabalho,

Segundo o estudo, em Portugal 33% dos colaboradores sente-se desvalorizado, com mais 20 pontos percentuais quando comparado com os resultados globais (13%). E mais do que a insatisfação com as condições atuais, este dado reflete uma mudança nas prioridades dos profissionais, com a retenção de talento a ser um dos grandes desafios para as organizações.

O bem-estar tem vindo a revelar-se uma prioridade nas expectativas dos colaboradores em Portugal, com 58% dos profissionais a afirmar que as empresas devem desempenhar um papel mais ativo no apoio ao bem-estar através de benefícios adaptados às necessidades, distanciando-se da análise a nível global que regista 49%.

Também o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é outro dos fatores mais valorizado pelos colaboradores em Portugal, com o estudo a revelar que 39% espera apoio da empresa no cuidado à parentalidade e que 38% procura benefícios para a assistência a familiares idosos.

Outro fator a destacar é a segurança financeira, a curto prazo, com cerca de 42% dos inquiridos em Portugal a acreditar que as organizações devem fornecer educação financeira, ajudando os colaboradores a gerir melhor os seus rendimentos e a planear o futuro. Por sua vez, quando este fator é analisado a longo prazo, 51% dos profissionais afirma que consideraria investir em opções de poupança sustentáveis para a reforma, desde que o retorno financeiro seja semelhante às alternativas convencionais.

Ainda de acordo com o estudo, as organizações em Portugal enfrentam uma realidade desafiante no que diz respeito à atração de talento, que exige uma abordagem estratégica de gestão de talento. Face aos resultados analisados destaca-se a necessidade de maior transparência e equidade salarial, com o facto de a falta de confiança na igualdade salarial por género em Portugal (26%) ser mais acentuada do que globalmente (18%).

“A retenção de talento em Portugal está cada vez mais dependente da capacidade das organizações de responderem às expectativas dos colaboradores. Importa, pois, assegurar flexibilidade nos benefícios, transparência salarial e investimento em desenvolvimento de competências, consideradas essenciais para assegurar a motivação e o compromisso das equipas”, afirma Inês Almeida, Advisory Regional Consultant da Aon Portugal.

O Employee Sentiment Study 2025 foi realizado em 23 países, no qual participaram 9.202 colaboradores de diferentes setores e níveis hierárquicos, com o objetivo de fornecer insights estratégicos às organizações sobre o que os colaboradores valorizam e como atrair e reter talento.

Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders

 

 

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