O que deveria ter sido um momento simbólico e feliz transformou-se numa tragédia que, nas palavras de um polícia envolvido no caso, “é uma história que vai correr o mundo inteiro”.
A jovem Maria Pantazopoulos, de apenas 30 anos, morreu afogada com o seu vestido de noiva durante uma sessão fotográfica junto a um rio em Montreal, no Canadá. Um cenário idílico que se tornou fatal nesta história que agora é recuperada e lembrada pelo jornal britânico The Mirror.
Maria tinha casado com o grande amor da sua vida, Billy, a 9 de junho de 2012. Apenas dois meses depois do casamento, e cheia de entusiasmo, quis participar na tendência viral da época: “trash the dress”. Esta foi uma tendência viral que encorajava as noivas a vestirem-se novamente com o vestido de noiva apenas para o “destruir” de forma artística em fotografias dramáticas, muitas vezes feitas na água.
Como descreve o The Mirror, estas imagens pretendiam ser “simbólicas, representando o fim do casamento e a transformação de noiva em mulher casada”.
Um plano que parecia inofensivo
O fotógrafo contratado para o momento sugeriu que a sessão acontecesse no rio, perto de uma queda de água de quase 20 metros. Nada fazia prever o perigo. O próprio recordou:
“Ela tinha o vestido de noiva vestido e disse: ‘tira umas fotografias enquanto nado um pouco no lago’.” O problema surgiu poucos segundos depois de Maria entrar na água. O vestido, num tecido mais pesado do que o habitual, começou a absorver água rapidamente e tornou-se uma âncora.
O fotógrafo não esquecerá nunca as últimas palavras da jovem: “Já não consigo. É muito pesado.”
O desespero e o silêncio
O homem atirou-se imediatamente à água para ajudar, mas o peso do vestido tornou impossível puxá-la de volta à superfície. A corrente forte fez o resto. Só algumas horas depois, uma equipa de mergulho recuperou o corpo da jovem no fundo do rio.
Uma história que marcou o mundo
O caso correu imprensa internacional e tornou-se um alerta para a tendência viral que, até então, era vista apenas como irreverente e criativa.