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Menina de três anos morreu após infestação de piolhos que os pais não trataram. Também sofria com cáries avançadas

IOL
26 jun., 10:10
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Uma menina de três anos morreu depois de uma infestação grave de piolhos não tratada pelos pais lhe ter provocado complicações fatais

Uma menina de três anos morreu nos Estados Unidos depois de uma infestação grave de piolhos, que nunca foi tratada pelos pais, ter provocado complicações de saúde fatais. De acordo com o jornal New York Post, a criança vivia ainda em condições degradantes e apresentava cáries em estado avançado.

Joycelynn Ann Dylewski morreu a 19 de fevereiro de 2025, no estado de Nova Iorque. A investigação concluiu que a criança sofria de uma infestação severa de piolhos, que lhe provocou uma anemia grave, acabando por afetar o coração e outros órgãos. Estava também medicada com clonidina, um fármaco utilizado para tratar a tensão arterial, sendo que a combinação destes fatores acabou por causar a morte, avança o New York Post.

Quando os investigadores chegaram ao apartamento onde vivia com os pais, Matthew e Samantha Dylewski, encontraram a criança com insetos no rosto e no couro cabeludo. Ao retirarem-lhe o gorro de inverno, caiu uma barata do seu interior. As autoridades relataram ainda que a menina tinha os dentes "podres e negros", consequência de uma grave falta de cuidados de higiene e acompanhamento médico.

A habitação encontrava-se repleta de lixo e objetos acumulados. As condições eram tão degradantes que o imóvel foi posteriormente declarado inabitável.

Perante os factos, os pais declararam-se culpados de homicídio por negligência criminosa. Ambos foram condenados a penas de prisão que podem chegar aos quatro anos.

Durante a leitura da sentença, o juiz James Davis criticou duramente o comportamento dos dois arguidos.

"Ela tinha apenas três anos e dependia completamente de vocês. Isto era totalmente evitável", afirmou.

O magistrado sublinhou ainda que a criança "sofreu durante um longo período de tempo" e que até os irmãos conseguiam perceber a situação de negligência em que vivia.

Os quatro irmãos de Joycelynn foram retirados da guarda dos pais, que ficaram proibidos de manter qualquer contacto com as crianças até 2038.

Durante as audiências, ambos manifestaram arrependimento. Matthew Dylewski afirmou que preferia "ter morrido em vez da filha", enquanto Samantha reconheceu que falhou no dever de proteger os filhos.

O caso chocou a comunidade local e voltou a levantar o debate sobre a importância da sinalização precoce de situações de negligência infantil e da intervenção das autoridades para proteger crianças em risco.

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