Uma mulher norte-americana foi condenada a 22 anos de prisão depois da morte trágica da sua filha de apenas dois anos, vítima de espancamento às mãos de um amigo da família. O caso, ocorrido no Texas, voltou a chocar a comunidade local pelo grau de violência e pela indiferença da mãe, que estava presente durante o ataque e tentou ocultar a verdadeira causa das lesões da criança.
Segundo avança a revista People, a mãe declarou-se culpada de não ter protegido a filha de ferimentos graves ou da morte. O acordo judicial foi aceite esta semana pelo tribunal com Newsom (o amigo de famílai) a renunciar ao direito de recurso. A procuradora afirmou que, embora nenhuma pena seja suficiente para compensar a perda, “foi a decisão certa para o condado e para finalmente permitir que aquela bebé descanse em paz”.
De acordo com o relatório judicial, a mãe estava presente durante o ataque e mais tarde levou a filha ao hospital, coberta com um cobertor, alegando que esta tinha “gripe”. No entanto, os profissionais de saúde perceberam de imediato que algo não batia certo: o corpo da menina apresentava hematomas por todo o lado. Uma testemunha, antiga técnica de emergência médica, afirmou em tribunal que “não havia uma parte do corpo da criança sem ferimentos”. A criança acabou por morrer cinco dias depois.
A mãe chegou ainda a afirmar que a filha teria caído da banheira, como uma tentativa de explicação que foi rapidamente desmentida pelas autoridades e pelos médicos.
Durante o julgamento, um antigo investigador revelou que o agressor confessou ter perdido o controlo depois de chegar a casa e encontrar Olivia com a fralda suja. “Disse que ficou fora de si por causa do cheiro e da sujidade da criança”, contou o investigador.
O homem foi condenado a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelo homicídio qualificado da menina.