Uma mulher de 22 anos foi acusada de homicídio após ter atirado o filho recém-nascido da janela do 11.º andar, poucos minutos depois de dar à luz, em Taichung, Taiwan. O caso, inicialmente tratado como acidente, acabou por ser reclassificado como homicídio quando os médicos e investigadores revelaram que o bebé tinha nascido com vida e que o incidente ocorreu na sequência de uma discussão com o companheiro.
Segundo avança o jornal The Sun, a mulher entrou em trabalho de parto durante a madrugada e deu à luz em casa. Logo após o nascimento, envolveu o bebé num cobertor e empurrou-o pela janela do apartamento. O recém-nascido caiu num canteiro no rés do chão, sofrendo múltiplas fraturas, hemorragias internas e danos nos órgãos, acabando por morrer devido à queda.
As autoridades revelam que a mãe terá cometido o ato num “acesso de raiva”, durante uma discussão com o ex-namorado com quem mantinha uma relação intermitente desde 2021 e com quem já tinha uma filha. O casal tinha-se separado em março de 2024. Na noite do incidente, o homem terá questionado a paternidade do bebé, afirmando que a criança “poderia nem ser sua”, o que, segundo os investigadores, poderá ter desencadeado a reação da mulher.
A investigação inicial apontava para um acidente, mas a situação mudou depois dos médicos alertarem que o bebé apresentava sinais de vida ao nascer, incluindo respiração e pulso, e que a versão apresentada pela mulher levantava inconsistências. A polícia acabou por deter a mulher, concluindo que tinha sido responsável pela morte do recém-nascido.
A mulher foi acusada ao abrigo da Lei de Bem-Estar Infantil e Juvenil e de homicídio. O julgamento decorrerá perante um júri, dada a gravidade e sensibilidade do caso.