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"As pessoas pensam que podemos viajar porque somos ricos": o que deixa este casal de ter para poder conhecer o mundo

IOL
26 jun., 11:28
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Casal explica como abdica de certos hábitos de consumo e de conforto para conseguir viajar pelo mundo, contrariando a ideia de que é preciso ser rico para conhecer novos destinos

Viajar pelo mundo é, para muitos, sinónimo de uma vida de luxo. No entanto, Lloyd e Mandy, um casal conhecido nas redes sociais pelas aventuras que partilha em diferentes países, garantem que a realidade é bem diferente. Numa publicação feita pelo Instagram, explicam que as viagens são possíveis não por serem ricos, mas pelas escolhas financeiras que fazem no dia a dia.

"As pessoas pensam que podemos viajar porque somos ricos. A verdade é que apenas gastamos o nosso dinheiro de forma diferente", começam por afirmar.

Entre os principais hábitos que adotaram está o facto de não comprarem carros novos. Sempre que precisam de um veículo, optam por alugá-lo ou por adquirir modelos em segunda mão. "Preferimos gastar esse dinheiro a criar memórias do que em prestações mensais", explicam.

O casal revela ainda que evita gastar dinheiro em bens que considera supérfluos, como roupa de marca, artigos de luxo ou os mais recentes equipamentos tecnológicos. Como exemplo, contam que ambos continuam a utilizar um iPhone 11 e as mesmas sandálias Birkenstock desde que começaram a viajar.

Outra das decisões passa por não aumentar o nível de vida sempre que os rendimentos crescem. Segundo Lloyd e Mandy, é comum que um aumento salarial leve muitas pessoas a comprar uma casa maior, um carro mais caro ou a adotar hábitos de consumo mais dispendiosos.

"A inflação do estilo de vida rouba-nos a liberdade de forma silenciosa", defendem.

Durante vários anos, viveram em caravanas, casas pequenas, hotéis económicos, alojamentos locais e até numa garagem. Garantem que essa opção não resultou de dificuldades financeiras, mas sim de uma estratégia para conseguirem investir no estilo de vida que realmente desejavam.

Apesar da contenção em muitos aspetos, há áreas onde não hesitam em gastar dinheiro: viagens, experiências em família, aprendizagem e tempo de qualidade juntos.

Para o casal, o dinheiro deve ser encarado como uma ferramenta e não como um objetivo.

"O maior luxo não é um carro, um relógio ou uma casa. É acordar e poder decidir como queremos passar cada dia", afirmam.

No final da reflexão, Lloyd e Mandy resumem a filosofia que orienta as suas escolhas: em vez de gastarem dinheiro para aparentar sucesso, preferem investi-lo na liberdade de continuar a conhecer o mundo.

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