Marian Griffin, de 80 anos, viveu toda a sua vida sem saber que tinha um irmão mais velho. A surpreendente descoberta aconteceu apenas em julho de 2024, depois de quase oito décadas de total desconhecimento.
De acordo com o site People, a história teve início em 1945, quando Marian nasceu e foi colocada num lar de acolhimento. Mais tarde, acabou por ser adotada por um pastor luterano e a sua família. Já o irmão, Donald Hefke, hoje com 81 anos, também foi entregue aos cuidados do Estado no ano seguinte. A mãe biológica dos dois sofreu de stress pós-traumático após o parto e foi institucionalizada. O pai não tinha condições para criar os filhos.
Durante anos, Donald procurou saber mais sobre as suas origens. Em 1963, ao pedir informações ao serviço de acolhimento, descobriu que tinha uma irmã chamada Marian. No entanto, as cartas que enviou foram ocultadas pelos pais adotivos de Marian, impedindo qualquer contacto entre os dois.
“Os meus pais nunca me contaram. Esconderam as cartas. Podíamos ter estado juntos muito mais cedo”, lamentou Marian, em declarações à ABC News.
A filha de Donald, Denise Baker, deu continuidade à procura da tia desaparecida. Depois de duas décadas de investigação, foi através de uma ligação familiar publicada online, pelo filho de Marian, que finalmente conseguiu localizá-la.
“Pensei que fosse um esquema qualquer. Nunca imaginei que fosse verdade”, confessou Marian.
O reencontro ainda não aconteceu fisicamente, já que Donald, devido a problemas de saúde, não consegue viajar desde a Florida. Mas a emoção foi evidente durante o telefonema entre os dois.
“Ele dizia: ‘Mariane, és mesmo tu? Não posso acreditar! Procurei-te durante a vida inteira’”, contou.
A filha de Donald viajou até à Califórnia para conhecer a tia em nome do pai. Agora, Marian planeia fazer o mesmo e visitar o irmão que nunca soube que tinha.
“Mesmo que seja só por uns dias, seria maravilhoso. Temos 80 anos para recuperar”, concluiu.